Estar em casa cuidando do(s) filho(s) é uma delícia, tive essa experiência com o Thiago por um bom tempo e agora também terei com a Marília, pelo menos nos primeiros meses. Mas preciso dizer que ainda mais importante do que o tempo que passamos com nossos filhos é a QUALIDADE desse tempo.

É importante reconhecer quando estamos cansadas, estressadas, sem paciência… e principalmente aceitar essa condição, que é absolutamente normal se somos seres humanos! Aprender a administrar nosso estresse está entre as principais dicas para quem quer criar filhos felizes, então já sabemos que estar com eles 24h por dia não necessariamente fará com que ele se sinta completo e plenamente feliz…

É preciso um tempo para nós. Um relaxamento, uma atividade recreativa, um simples café da tarde sozinha com seus pensamentos, ou até continuar a terapia interrompida por conta da proximidade do parto (super apoio! Rs). Isso pode ser difícil nas primeiras semanas de vida do bebê, mas conforme ele vai tendo uma rotina você conseguirá identificar o melhor momento para essa dedicação a si mesma.

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Nossos pequenos podem parecer bebezinhos indefesos, mas conforme vão crescendo é muito importante para eles que convivam com pessoas que estejam felizes, que estejam tranquilas e cheias de carinho para dar quando estão com eles. É claro que sempre teremos preocupações, mas se tivermos alguma forma de aliviar essa tensão (e aqui não conta ficar brincando com o baby, apesar de ser uma atividade bem relaxante), tudo vai fluir melhor!

Me lembro quando meu filho tinha pouco mais de 1 mês e eu sairia sem ele pela primeira vez, para fazer a unha, em um salão praticamente na esquina de casa. O evento foi planejado com antecedência e combinado nos mínimos detalhes com minha mãe (que ficaria com ele nesses longos 50 minutos), e tinha mais um caráter de “vamos ali lembrar que ainda existe mundo longe dele” do que o estético propriamente dito, já que eu não tinha o costume de fazer a unha sempre e isso não era problema para mim. Não me lembro de ter falado conversado sobre nada que não dissesse respeito aquela coisinha mais linda do mundo que estava me esperando em casa, mas foi um ótimo exercício e me fez perceber como seria dali para frente. Difícil, estranho, mas necessário. Cheguei MORRENDO de saudades dele! Rsrs.

Então antes de se sentir menos mãe quando sente vontade de ficar 25 minutos sozinha e em silêncio, repare se está tendo ajuda e se é possível que você mesma tome alguma atitude para mudar. Ficar com os filhos é uma delícia, mas saber que a gente ainda existe longe deles e o amor continua o mesmo (de ambos os lados), é melhor ainda.

Um abraço!

Cecília.

 

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