cegonha

 

O que falar nas últimas semanas de gravidez para outras grávidas?

Eu queria contar como a minha gravidez têm me transformado. E não só fisicamente. Comecei a gravidez sendo uma pessoa. Uma psicóloga, mãe do Thiago, esposa do André. Satisfeita com as coisas como iam se desenrolando. Uma coisinha aqui e outra ali para mudar, um pouco de ambição nos meus sonhos, mas tudo ok, tudo bem como estava.

Estar grávida começou a me fazer pensar em vários aspectos da minha vida. Como será agora, que serei mãe de duas crianças? Como será que fica a minha vida profissional, o meu tempo, o meu corpo, a minha vida como um todo após isso? Fiquei pensando muito na mãe que eu gostaria de ser para a Marília. Isso também me ocorreu quando estava grávida do Thi, e sei que sou a melhor mãe que posso ser para ele. Mas afinal, agora sou outra pessoa, outra mulher. Como eu quero que a Marilinha me conheça?

Eu quero que ela me conheça feliz. Quero ser inspiradora para ela. Quero que ela me olhe no fundo dos olhos e sinta o quanto eu sou grata a vida por todo o meu caminho até aqui – incluindo as coisas que julguei desagradáveis quando me ocorreram – quero que ela sinta que aqui nessa casa ela é mais do que bem vinda, ela é esperada, ela veio para preencher um espacinho reservado para ela desde o dia em que sonhei em concebê-la. E isso só depende de uma pessoa: de mim. Por isso prezo tanto o emocional das gestantes. Por isso atormento tanto em relação a importância de fazer um acompanhamento psicológico na gravidez. Porque acredito que toda a nossa essência muda, toda a nossa vida passa diante dos nossos olhos quando estamos carregando uma vida dentro de nós.

E assim está sendo comigo. Uma gravidez diferente da primeira, como já imaginei que seria. E que me proporcionou muitos momentos de reflexão e tem me levado a tomar atitudes das quais jamais imaginei em toda a minha vida em busca da minha felicidade, simplesmente porque sei que a minha felicidade irá refletir no bem-estar dela. Como já acontece com o Thi.

Se eu puder desejar a todas as grávidas alguma coisa (além de tenha uma boa hora, que eu particularmente adoro ouvir!), é que todas tenham tempo para entrar em contato com elas mesmas, de entender quais são seus anseios, suas vontades e seus medos, não somente em relação a gestação, mas em relação a toda a sua vida… Já pensou nisso??

Um abraço.

Cecília.

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